EXPOSIÇÃO DE VITICULTORES AOS INSETICIDAS INIBIDORES DAS COLINESTERASES

Autores

  • Renata Sano Lini Universidade Estadual de Maringá
  • Claudio Colombelli Junior Universidade Estadual de Maringá
  • Aline Ramalho de Oliveira Universidade Estadual de Maringá
  • Erika Bando Universidade Estadual de Maringá
  • Samuel Botião Nerilo Universidade Estadual de Maringá Faculdade Ingá
  • Simone Aparecida Galerani Mossini Universidade Estadual de Maringá
  • Paula Nishiyama Universidade Estadual de Maringá

Palavras-chave:

Agrotóxicos, Inibidores da colinesterase, Monitorização ocupacional, Viticultura, Saúde ocupacional.

Resumo

O mercado de agrotóxicos no Brasil é expressivo, e o uso indiscriminado destas substâncias resulta em um aumento nos casos de intoxicações, principalmente por inseticidas organofosforados e carbamatos. O objetivo deste estudo foi avaliar a exposição de viticultores de Marialva, um Município do sul do Brasil, no noroeste do Estado do Paraná aos inseticidas inibidores das colinesterases. Trata-se de um estudo descritivo transversal. O monitoramento iniciou-se em novembro de 2011. As próximas etapas foram realizadas durante os meses de fevereiro, março, agosto e setembro de 2012. A população que consentiu em fazer parte deste estudo foi submetida à aplicação de um formulário, e amostras de sangue foram analisadas pelo método de Ellman et al. modificado por Harlin e Ross para avaliação das atividades enzimáticas das colinesterases. A maioria da população de estudo foi constituída por homens (75,9%), a idade média encontrada foi de 46,7 anos e a faixa etária predominante foi superior a 50 anos (37,0%). Entre os agrotóxicos utilizados, os fungicidas (44,4%) foram os de maior prevalência, com destaque para o Oxicloreto de Cobre (70,4%). Nas colinesterases em sangue total a maior inibição aconteceu nos períodos da primeira e terceira coletas. Para colinesterase plasmática, os períodos de maior inibição foram os da segunda e terceira coletas. Os dados obtidos mostram que existem casos de inibição enzimática por inseticidas organofosforados e carbamatos, e por isso é de fundamental importância a monitorização ocupacional dos trabalhadores, para a prevenção da exposição e uso inadequado a estes toxicantes.

EXPOSURE OF VINEYARD WORKERS TO CHOLINESTERASE INHIBITORS INSECTICIDES

ABSTRACT

The pesticide market in Brazil is significant, and the indiscriminate use of these substances results in an increase of poisoning cases, especially by organophosphates and carbamates insecticides. Although grape culture is characterized by extensive use of fungicides, the purpose of this cross-sectional study was to estimate the exposure to cholinesterase inhibitors insecticides of vineyard workers in a region of southern Brazil. The monitoring began in November 2011. The next steps were performed in February, March, August and September 2012. The population who agreed to participate answered a form, and blood samples were analyzed by Ellman et al. method, modified by Harlin and Ross for enzymatic activity of cholinesterase. Most of population was men (75.9%), the average age was 46.7 years, and the predominant age group was the one with more than 50 years (37.0%). Among all the pesticides, fungicides (44.4%) were the most prevalent, especially Copper oxychloride (70.4%). For cholinesterase in whole blood, the greater inhibition occurred in the first and third stage of sample collect. For plasma cholinesterase, the greater inhibition periods were in the second and third stage of sample collect. Data shows that, there are cases of enzyme inhibition by organophosphates and carbamate. Therefore, is of great importance monitoring occupational exposure to pesticide, to prevent exposure and inappropriate use of these toxicants. 

Biografia do Autor

Renata Sano Lini, Universidade Estadual de Maringá

Acadêmica do Departamento de Ciências Básicas da Saúde-Laboratório de Toxicologia

Claudio Colombelli Junior, Universidade Estadual de Maringá

Acadêmico do Departamento de Ciências Básicas da Saúde-Laboratório de Toxicologia

Aline Ramalho de Oliveira, Universidade Estadual de Maringá

Acadêmica do Departamento de Ciências Básicas da Saúde-Laboratório de Toxicologia

Erika Bando, Universidade Estadual de Maringá

Bioquímica do Departamento de Ciências Básicas da Saúde-Laboratório de Toxicologia

Samuel Botião Nerilo, Universidade Estadual de Maringá Faculdade Ingá

Professor do Departamento de Ciências Básicas da Saúde-Laboratório de Toxicologia e da Faculdade Ingá

Simone Aparecida Galerani Mossini, Universidade Estadual de Maringá

Professora do Departamento de Ciências Básicas da Saúde-Laboratório de Toxicologia

Paula Nishiyama, Universidade Estadual de Maringá

Professora do Departamento de Ciências Básicas da Saúde-Laboratório de Toxicologia

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Publicado

2016-06-15

Como Citar

Sano Lini, R., Colombelli Junior, C., Ramalho de Oliveira, A., Bando, E., Botião Nerilo, S., Aparecida Galerani Mossini, S., & Nishiyama, P. (2016). EXPOSIÇÃO DE VITICULTORES AOS INSETICIDAS INIBIDORES DAS COLINESTERASES. SaBios-Revista De Saúde E Biologia, 11(1), 12–21. Recuperado de https://revista2.grupointegrado.br/revista/index.php/sabios/article/view/1715

Edição

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Artigo original